Sinopse: O livro conta
a história de Manfred, senhor do castelo de Otranto, e sua família.
O livro começa no dia do casamento de seu filho Conrad com a
princesa Isabella. Pouco antes do casamento, porém, Conrad é
esmagado e morto por um elmo gigante que cai do alto. O evento
inexplicável é particularmente agourento à luz de uma antiga
profecia de que "o castelo e o título de senhor de Otranto
deixariam de pertencer à atual família se o proprietário real se
tornasse grande demais para habitá-lo".
Considerações
sobre a obra: O
Castelo de Otranto é um romance de 1764
e
foi
o primeiro romance da literatura
gótica.
Na primeira edição Walpole simulou tratar-se de uma tradução de
um manuscrito italianomedieval.
Na edição
subsequente reconhece a autoria e explica que tentou mesclar os dois
tipos de romance, o antigo, dominado pela imaginação, e o moderno,
fiel à realidade. Resulta uma mistura do sobrenatural, visões
fantasmagóricas, fatos inexplicáveis, por um lado, com as paixões,
intrigas e psicologia próprias das pessoas de carne e osso, por
outro lado. A mansão neogótica
do autor em Stawberry Hill pode ser visitada até hoje. "Uma
fantasia que transcorre na Idade Média cavalheiresca, o romance lida
com emoções violentas, levando seus personagens ao limite
psicológico. Crueldade, tirania, erotismo, usurpação — tudo isso
se tornou, com o cenário, típico das narrativas góticas".
Nota: 3/5
Opinião: Resolvi ler a obra pelo fato de ter sido o primeiro romance
gótico já escrito, ou seja, a primeira história que traz eventos
sobrenaturais, fantasmas, suspense, e consequentemente inspirou
vários autores depois dela, consolidando os gêneros de terror e
suspense na literatura. Confesso, no entanto, que apesar da obra ser
visionária não gostei da escrita do autor. Vários dos
acontecimentos são “jogados ao vento” sem muita lógica ou
sentido. Como era obcecado pela era medieval, descreve objetos desta
época com louvor, mas deixa a desejar na descrição de itens
importantes para o contexto da história. Enfim, a história em si é
muito boa, os primeiros capítulos são morosos, mas a partir do
terceiro é impossível parar de ler até saber o final. Dizem que o
autor não tinha o intuito de escrever uma grande obra nem de ser
levado a sério e talvez por isso a obra tenha esses “buracos”.
De qualquer maneira recomendo muito que leiam, tanto curiosos pela
história, quanto escritores e interessados por literatura, ler essa
obra me abriu os olhos para as diversas vicissitudes que inspiradas
nela compõe a literatura contemporânea.
Ah! Um pequeno spoiler para o próximo post: a autora Clara Reeve
escreveu “O velho Barão Inglês” em 1777, obra com o subtítulo
“um romance gótico” que consolidou de vez o gênero. Seu livro é
inspirado na história do Castelo de Otranto. Essa professora de
inglês se propões a reescrever a história amarrando todos os fios
soltos e partes que deixaram a desejar no outro. Aguardem que vem
resenha desse em breve...

Agora posso dizer que fiquei mais curiosa com a resenha d'O Velho Barão Inglês, do que em ler esse livro. Não gosto mesmo de história com ponto sem nó 😂😂😂
ResponderExcluirAh, mas não tem graça ler o "Barão" sem ler o "Otranto", um é complemento do outro :D Mas aguarde, quando você ler a resenha do outro você decide...
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