Sinopse: A história segue as aventuras de Sir Philip Harclay, que
retorna à Inglaterra medieval para descobrir que Arthur Lord Lovel,
o amigo de sua juventude, está morto. Seu primo Walter Lord Lovel
havia conseguido a propriedade e vendeu o castelo da família ao
barão Fitz-Owen. Na casa do barão, estavam seus dois filhos e sua
filha Emma, vários jovens senhores sendo educados com os
filhos, e Edmund Twyford, filho de um camponês, que havia sido
trazido para morar com eles. Quando Sir Philip o viu, ficou
impressionado com a semelhança dele com seu velho amigo. O cavaleiro
que se propõe a levá-lo para sua própria família, já que ele não
tinha filhos, mas Edmund preferiu ficar com o barão, recebendo no
entanto uma garantia de que, se alguma vez ele precisasse, Sir Philip
renovaria sua oferta.
A narrativa se passa no intervalo de quatro anos. Devido a sua
natureza e qualidades superiores, Edmund atraíra a inimizade dos
sobrinhos de seu benfeitor e a frieza de Sir Robert, o filho mais
velho do barão. No entanto, William, o irmão mais novo, é seu fiel
amigo. Com o passar dos anos, Edmund acaba se apaixonado por Lady
Emma, a filha do barão.
Considerações sobre o livro: Este livro foi escrito inspirado em
“Castelo de Otranto” de Horace Walpole, uma tentativa de
reescrever, reestruturar e realinhar a história.
Nota: 4/5
Opinião: Li depois de ler “Castelo de Otranto” e foi como se
minhas preces tivessem sido atendidas. Tudo que eu estava com vontade
de fazer em termos de estrutura, desenvolvimento de personagens e da
própria história Clara Reeve fez em “O velho barão inglês”.
Não é uma cópia, é mais uma inspiração, os personagens e o
contexto são outros. Para ser sincera, o livro de Walpole é bem
mais gótico, tem mais acontecimentos macabros, enquanto o foco de
Reeve é mais voltado para os personagens e como se relacionam. Não
vou dar spoiler, mas gostei mais do final da história de Walpole.
Confesso, no entanto, que li Walpole com muita persistência, já
Reeve li com enorme prazer sem ver o tempo passar. A única coisa que
me irritou em Reeves foi um uso exacerbado de adjetivos, chega a
ficar forçado o tanto que o herói é: bonzinho, caridoso, lindo,
formoso, cheiroso, virtuoso, humilde… Enfim, vocês entenderam, né?
Ainda sim, torci por ele, mesmo já estando convencida que ele era
legal nos primeiros 100 adjetivos, e aguentei os restantes 765 ao
longo do livro. Ah, apesar dos adjetivos ela não descreve os
personagens fisicamente, ou seja, ele é lindo, formoso, maravilhoso,
mas não sei como é a fuça dele. Não me importei, como sabemos que
ele é inglês eu imaginei o John Lennon. Fora ter que “imagine all
the people” gostei bastante do livro e recomendo uma leitura casada, tipo John e Yoko, entre O
Castelo de Otranto e O velho barão inglês.

Nenhum comentário:
Postar um comentário