terça-feira, 14 de janeiro de 2020

RESENHA Livro O Velho Barão Inglês de Clara Reeve (1778)



Sinopse: A história segue as aventuras de Sir Philip Harclay, que retorna à Inglaterra medieval para descobrir que Arthur Lord Lovel, o amigo de sua juventude, está morto. Seu primo Walter Lord Lovel havia conseguido a propriedade e vendeu o castelo da família ao barão Fitz-Owen. Na casa do barão, estavam seus dois filhos e sua filha Emma, ​​vários jovens senhores sendo educados com os filhos, e Edmund Twyford, filho de um camponês, que havia sido trazido para morar com eles. Quando Sir Philip o viu, ficou impressionado com a semelhança dele com seu velho amigo. O cavaleiro que se propõe a levá-lo para sua própria família, já que ele não tinha filhos, mas Edmund preferiu ficar com o barão, recebendo no entanto uma garantia de que, se alguma vez ele precisasse, Sir Philip renovaria sua oferta.

A narrativa se passa no intervalo de quatro anos. Devido a sua natureza e qualidades superiores, Edmund atraíra a inimizade dos sobrinhos de seu benfeitor e a frieza de Sir Robert, o filho mais velho do barão. No entanto, William, o irmão mais novo, é seu fiel amigo. Com o passar dos anos, Edmund acaba se apaixonado por Lady Emma, a filha do barão.

Considerações sobre o livro: Este livro foi escrito inspirado em “Castelo de Otranto” de Horace Walpole, uma tentativa de reescrever, reestruturar e realinhar a história.

Nota: 4/5

Opinião: Li depois de ler “Castelo de Otranto” e foi como se minhas preces tivessem sido atendidas. Tudo que eu estava com vontade de fazer em termos de estrutura, desenvolvimento de personagens e da própria história Clara Reeve fez em “O velho barão inglês”. Não é uma cópia, é mais uma inspiração, os personagens e o contexto são outros. Para ser sincera, o livro de Walpole é bem mais gótico, tem mais acontecimentos macabros, enquanto o foco de Reeve é mais voltado para os personagens e como se relacionam. Não vou dar spoiler, mas gostei mais do final da história de Walpole. Confesso, no entanto, que li Walpole com muita persistência, já Reeve li com enorme prazer sem ver o tempo passar. A única coisa que me irritou em Reeves foi um uso exacerbado de adjetivos, chega a ficar forçado o tanto que o herói é: bonzinho, caridoso, lindo, formoso, cheiroso, virtuoso, humilde… Enfim, vocês entenderam, né? Ainda sim, torci por ele, mesmo já estando convencida que ele era legal nos primeiros 100 adjetivos, e aguentei os restantes 765 ao longo do livro. Ah, apesar dos adjetivos ela não descreve os personagens fisicamente, ou seja, ele é lindo, formoso, maravilhoso, mas não sei como é a fuça dele. Não me importei, como sabemos que ele é inglês eu imaginei o John Lennon. Fora ter que “imagine all the people” gostei bastante do livro e recomendo uma leitura casada, tipo John e Yoko, entre O Castelo de Otranto e O velho barão inglês.



Nenhum comentário:

Postar um comentário